domingo, 7 de julho de 2019

         06 de maio 2019 ,quando completava 70 anos a escritora e            jornalista Eulália M.Radtke levou suas obras à Biblioteca de            NewYork ( a segunda maior de nosso planeta)EUA.
             Se cadastrou como usuária New York Public Library
                      Conheceu a sala de leituras e pesquisas
                                      Sala de catalogação
                       Registrou o momento especial em sua vida
               Entregou suas obras editadas até o momento presente
                                Fotos da frente da  Biblioteca.
                                                   I
                                                II
            No mesmo dia  tinha uma belíssima exposição do escritor Walt Whitman poeta e  jornalista norte-americano, considerado por muitos como o "pai do verso livre".  Sua obra Folhas de Relva é considerada um marco na literatura universal.
       Outra exposição marcante a Resistência do Amor entre          iguais. De 1850 e 1933 houveram importantes movimentos,na  Europa central, de luta contra a criminalização entre iguais e  travestismo.( Fonte Wikipédia )
                      Hall New York Library, parte superior.

terça-feira, 23 de abril de 2019

               
 ROTAS LAIRIANAS

      D'um perfume no porto ao mundo das luzes, a Fênix , interlúnia , abre as asas  pousando nos horizontes outonais da Terra. Chantal, a anja, intermedia a alma ao Collange-la-Rouge. Seu Vadinho um homem do mar  não conhece a magia azul das Torres del Paine, tampouco os deuses obreiros da magia , quase erótica, da Capadócia . 
      Mas Lair abre as veias da sua terra interior, traçando rumos e rimas, e nos abduz com lindas e eternas crônicas poéticas. Rotas Lairianas sua obra completa. Aplausos !

      Eulália M. Radtke - outono de 2019

terça-feira, 30 de janeiro de 2018


Edição ilustrada- Português /Espanhol. Editora Patuá São Paulo-SP 2017.

                           Mistérios do Vale

   Há 170 anos um médico alemão, Otto Hermann Bruno Blumenau,subiu o Rio Itajaí - Açú, levando consigo 32 pessoas: entre eles uma cantora lírica, um cientista naturalista, um agrimensor, um agrônomo, um casal de atores  e um pianista erudito. Subiram as correntezas procurando um chão para ancorar os seus sonhos. À margem esquerda plantaram as primeiras sementes dos sonhos. Olho D'Agua é o Patuá do Grande Rio do Vale, escrito para o mundo.
   Hoje  século XXI a magia da Editora Patuá, recebe Eulália encharcada pelas águas que se abrem no Oceano Atlântico.
                     
                                                                 Afetuosamente
             Goslar, 09 de maio de 2017, na encantadora Alemanha.
(Os poemas desta obra se encontram neste Blog)

sábado, 31 de dezembro de 2016

    MINHA  PÁTRIA  EM  TRÊS   LAMENTOS
                                                                                30/12/2016                                        
                                                                           Eulália M.Radtke

I - VIA DOLOROSA

Abro este poema com cuidado.
É delicado e afiado como a própria vida.
Nossa Bandeira sangra.
Inchada pálida febril
nossa democracia
na UTI dos insensatos.

Que ferramentas desumanas 
danificaram a Carta Magna?
A tirania dos cifrões?
A insolência das proles de luxo
- ignorâncias incuráveis criadoras de sultões?
Ai Brasil, que vergonha!
Triste horizonte, este!
A solidão tornou-se constitucional
os ossos dos punhos mais livres
que os sonhos.
Provincianos, ressentidos
somos bem os donos das cenas
mais patéticas de uma sociedade
de equívocos.
Insones, criamos forças utópicas 
esquecendo a semiótica do drama.
Nem Marx resistiria.
Nietzsche, definitivamente
não reencarnou por aqui.

II- VIA DOLOROSA

Ando com ares de rainha exilada.
Tenho rodopiado nas persianas 
da janela .
Observo aranhas marrons no vaso
sobre a mesa da Terra.
Lembrei das imagens recentes
em todas as capitais.
Me dirigi à janela, separei
as persianas e não vi outros 
motivos
senão o desespero diante
das resoluções soturnas do Parlamento
e a dignidade humana sofrendo
sérios riscos.
Cantilenas  noticiosas
incitam a ler História Moderna
e Contemporânea das Américas.
Do prefácio ao epílogo reencontro
a repetição da História.
Em vão tento fazer brotar
do corpo estéril do livro
algum fio condutor de esperança
que nos leve além da corrupção
injustiça ignorância miséria
e solidão.

Um vento  sem norte 
sacode as persianas.
O tabuleiro permanece soberano
enquanto os bispos se digladiam.
Penso seriamente no "ovo de Colombo"
na elite vestida de amarelo cintilante,
paro por instantes diante dos estandartes
das supremas leviandades, 
volto a pensar, agora com certa fúria
sobre o que havia dentro do ovo.

As incertezas se alastram
como um deserto agreste.
É preciso inaugurar o monumento
das magníficas e vergonhosas
mentiras.
Pensando assim
um silvo áspero retumba
à minha janela, parte a vidraça
e meus fantasmas incompreensíveis
dizem palavras: talvez exista alguma
matemática do espírito
cujas terríveis leis não sejam
tão violáveis como as que regem
 a mentira governamental.
Diante dos estilhaços
guardarei o monumento do engôdo
no templo das sete vergonhas do mundo.
De certo que guardarei
antes que cesse o coração.

III- VIA DOLOROSA

Hoje, com displicência
visitei o jornaleiro.
Comprei todas as notícias
juntei os estilhaços da vidraça
 e fechei a porta.
Pelas paredes caiadas da nação
descubro o mau cheiro
entranhado em bolor.
Nunca gostei das fadas e varinhas mágicas.
Escolhi a poesia dura
e renunciei aos encantamentos.
Se heróis e metáforas administrativas
resolvessem crises econômicas e sociais
a Declaração Universal do Direitos Humanos
teria sentido.

Ai, Brasil,  como não entristecer?
O tabuleiro continua a irritar-me
exigindo afinidades.
Na diagonal, quanto em linha reta 
o sangue é vermelho.
Dorme, povo.
Dorme no silêncio ilusório da
canção partida
porque o coro está desafinado!
Dorme o sono distraído
enquanto rumores difusos se amealham,
se tornam tão altos,
que de tão altos tornanam-se surdos!

Enterrados sob os equívocos 
da História,
os desígnios das "dívidas" os ilustres
já comeram o pai
a mãe e os filhos.

No tabuleiro 
os peões já começam
a avançar e ameaçar
xeque-mate aos reis de
                           toda verve.


Mini Biografia:
Eulália M. Radtke, nasceu em  6 de maio 1949 na cidade de Gaspar SC.
Obras editadas:  As Travessias- 1976 ,  Espiral-1980,  O Sermão das Sete Palavras- 1986,  Roteiro Lírico de São josé dos Pinhais -1995,  Lavra Lírica- 2000,  Olho D' Água-2007. 
58 antologias, 52 prêmios literários, Poesia em Praça:  Cachoeiro do Itapemirim-ES, Blumenau-SC,  São José dos Pinhais-PR.
Verbete no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras,1711/2001- Nelly Novaes Coelho, Academia Paranaense de Letras José de Alencar- Pr.  Homenagem Especial por sua obra , na Academia Catarinense de Letras.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Tese de Doutorado Dicionário de Escritoras Catarinenses

                                                                    

                  Elaborada pela aluna Cláudia Regina Silveira da UFSC – Universidade  Federal de Santa Catarina


                                EULÁLIA MARIA RADTKE Nasceu em Gaspar – SC em 06 de maio de 1949 e mudou-se para Blumenau – SC ainda pequena, onde cursou até o ginásio; trabalhava na lavoura e depois como fiandeira na indústria TEKA. Estudou, fez cursos profissionalizantes. Trabalhou  na Galeria Açú-Açú com Lindolf Bell por  10 anos. No Teatro Carlos Gomes com Carlos Jardim. Foi assessora de imprensa na Furb. Seguindo  para Curitiba onde trabalhou com Aramis Mirlach em estúdio de gravação por longos anos. Na Gibiteca do Estado do Paraná. Mudou-se para São José dos Pinhais PR. onde atuou em jornalismo na Tribuna de São josé . Foi Secretária Municipal da Cultura de 1993 a 1996. É membro da Associação Profissional de Escritores de Santa Catarina. Poeta, teatróloga, jornalista, compositora e cenógrafa, escreve música e produz catálogos de exposições de artes plásticas nas décadas de 1970 e 1980, em Blumenau. Nessa época, envereda-se para a poesia; aliás, ainda adolescente já possuía seus poemas publicados na imprensa. Desde 1972 publica em jornais e revistas literárias de várias partes do país e até do exterior, dentre eles, Jornal de Santa Catarina; Diários Associados; O Estado; Cogumelo Atômico; O Acadêmico; Cordão; Geração, Curitiba; Abertura Cultural, Rio; Tribuna da Imprensa, Rio; Destaque, Suplemento Literário do Estadão de Minas; Suplemento Literário de Minas; Jornal de Blumenau; Revista Ollinkraft, Lages; Literaçu, Blumenau; Rua XV; Jornal do Comércio, Recife; O popular, Brasília; UPES, Curitiba. Participa das antologias Contos e poemas (1979); Contistas de Blumenau (Florianópolis, Lunardelli, 1980); Contistas e cronistas catarinenses (Florianópolis, Lunardelli, 1979); Outros catarinenses escrevem assim (Blumenau, Ed. Acadêmica, 1979); Poetas de 260 Blumenau (Fundação Casa Dr. Blumenau, SC, 1982, p.95); Poetas de Blumenau, Contos e poemas (Florianópolis, FCC, 1983). Recebeu diversos prêmios, dentre os quais se podem destacar: menção honrosa da Prefeitura de Itajaí – SC (1973), ao concorrer ao Concurso de Poesia; menção honrosa no II Festival de Inverno de Itajaí (1974); prêmio Lausimar Laus, obtendo o 1º lugar no concurso de poesias, em (1976); prêmio Ferreira Gullar, em concurso nacional no Paraná (1978); prêmio Delfino – Fundação Catarinense de Cultura (1979); prêmio Quarta Noite da Poesia Paranaense – Fundação Teatro Guaíba (1983); prêmio Mario Quintana – Alegrete, RS (1984); prêmio Shogun Editora – Rio de Janeiro (1985); prêmio Concurso Nacional de Poesia pela Paz (conjunto de sete poemas gravados em bronze e granito em exposição a céu aberto, em Cachoeiro do Itapemirim, ES (1986; menção honrosa no prêmio Manuel Bandeira; Concurso Nacional de Poesia da Academia Teresopolitana de Letras, RJ (1986). Eulália Radtke foi considerada por Celestino Sachet (crítico da ACL) como a “grande revelação da poesia catarinense de 1980”. Seus poemas são “curtos, concisos e líricos”, como já definiu Lindolf Bell, sempre ligados à busca humana em si mesmo e no próximo. A construção dos poemas é muito bem trabalhada, incluindo a linguagem repleta de metáforas, e a estrutura é a contemporânea. Em 1980, Eulália lança seu primeiro livro Espiral, poemas voltados para a questão existencial, interior, uma volta ao eu, a afirmação do ser. Seu próximo livro, O sermão das sete palavras, marca sua “maturidade existencial e poética”, nos dizeres da crítica Nelly Novaes Coelho: [Sobre o livro] Espiral – sequência de poemas-sínteses de uma intensa vivência existencial, voltada para o outro, como parte essencial do eu. Poesia de alta linhagem, a de Eulália chegou à forma de livro pelo estímulo de Lindolf Bell que, ao conhecer os originais escritos ao longo de anos, descobriu neles a marca da poesia autêntica. [...] No livro seguinte, O sermão das sete palavras, aprofunda-se a visão de mundo que energiza sua poesia anterior [...] esta nova recolha poética revela a maturidade existencial e poética atingida pela autora. (COELHO, 2002, p.204) 

Paralelo a essa atividade poética, a autora desenvolve outras atividades culturais: em 1977, junto a Lindolf Bell, participa do Movimento da Catequese Poética; de Murais (tapumes pintados por crianças de escolas públicas), ao lado de Paulo Leminski e outros; em 1979, realiza, na FURB, a exposição “Fotopoemas”, junto ao fotógrafo Ingo Penz; faz encenações e outras atividades artísticas junto a outros escritores. ICONOGRAFIA: O Sermão das Sete Palavras (Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura; Brasília: Thesaurus, 1986). GÊNERO: poesia OBRA: As Travessias (Blumenau, Ed. do Autor, 1977); Espiral, poemas (Florianópolis, Fundação Catarinense de Cultura, Edições, 1980) Lavra Lírica, pela Editora Cultura em Movimento em 2002 Gênero poesia;Olho D’Água- poesia juvenil em 2007 também pela Editora em Movimento de Blumenau. FORTUNA CRÍTICA: Presença da poesia em Santa Catarina (Florianópolis, Lunardelli, 1979); A literatura de Santa Catarina (Florianópolis, Lunardelli, 1979, p.283); Outros catarinenses escrevem assim (Blumenau, Ed. Acadêmica Blumenau, 1979, p.156-64); A literatura catarinense (Florianópolis, Lunardelli, 1985, p.202); A literatura em Santa Catarina (Porto Alegre, Mercado Aberto, 1986, p.19); A literatura catarinense nos anos 80: catálogo da produção literária de autores catarinense publicada de 1980 a 1989 (Florianópolis, Secretaria de Estado da Cultura e do Esporte; UFSC, 1990); A literatura de Santa Catarina: síntese informativa (Florianópolis: Ed. do Autor; UFSC, 1992, p.47); A literatura de Santa Catarina: síntese informativa (Florianópolis: Ed. do Autor; UFSC, 1992, p.57); Dicionário crítico de escritoras brasileiras: 1711-2001 (São Paulo, Escrituras Editora, 2002, p.203-206).